Gente que a gente admira divide conosco pequenas lições sobre o uso do dinheiro.

TROCO

Rogério Olegário: 'Onde há controle, também há rebeldia'

Comecei a minha vida financeira ativa, digamos assim, no início de 1981. Naquele ano a inflação medida pelo IPC foi de 95,623%. Eu era piloto e nada entendia de dados econômicos, mas logo percebi minha capacidade de compra voando para longe. De saída, aprendi que tinha que "controlar" o meu dinheiro e virei um pão duro clássico. Quando tinha dinheiro sobrando, estocava o que podia. Minha casa chegou a ter dois freezers, um vertical e um horizontal.

O tempo foi passando e, com o advento do Plano Real, percebi logo que as coisas tinham mudado e comecei a me interessar pelo estudo das finanças e das relações das pessoas com a energia monetária, a começar por mim. Com isso fui aprendendo a lidar com mais tranquilidade com o meu dinheiro.

O primeiro passo foi parar de controlá-lo, pois, estudando, descobri que, onde há controle, também há rebeldia. No trato com o dinheiro, a rebeldia se traduz em esquecimentos, procrastinações, falhas, todas promovidas pelo inconsciente. Assim, passei a cuidar do dinheiro, pois onde há cuidado há amor, atenção, zelo, carinho... A partir destas descobertas a minha relação com o dinheiro mudou bastante, deixei de ser pão-duro e passei a ser uma pessoa mais generosa.

Interessante que, ao trocar o controlar por cuidar, o que era uma tarefa pesada e chata, tornou-se, naturalmente, uma atividade leve e prazerosa. Hoje a minha relação pessoal com o dinheiro é de equilíbrio, representada na minha atividade profissional na Libratta, cujo significado é equilíbrios.

Assim, aprendi que riqueza nada tem a ver com quanto se ganha e sim com quanto se gasta. A segunda é que o dinheiro é uma ferramenta de trocas entre as pessoas, as empresas, as nações. E como ferramenta ele é neutro, nem ruim nem bom, depende do uso e da importância que se dá a ele, tal como uma faca, que pode servir para ferir alguém ou para preparar um lauto jantar.

Nessa linha de raciocínio, indico uma lista de ações a quem está passando por dificuldades financeiras:

1) Cumprir a regrinha básica do uso do dinheiro: “não gastar mais do que se ganha”. Isso é fundamental para estancar o "sangramento";
2) Analisar e entender como começou o endividamento, e cuidar da causa, que pode ser, antes de tudo, emocional ou educacional. As dificuldades no trato com o dinheiro, raramente, são exclusivamente financeiras;
3) Buscar apoio na família (cônjuge, irmãos, filhos, pais) para a busca de soluções;
4) Procurar ajuda. Pode ser a de um terapeuta ou de um consultor financeiro qualificado ou até de ambos, conforme o caso;
5) Colocar a criatividade para funcionar a fim de promover aumento nas receitas da família. Utilize seus talentos;
6) Olhar a vida e as coisas por ângulos diferentes daqueles que, frequentemente, se costuma olhar. Isso ajuda a descobrir novas oportunidades à sua volta;
7) Fazer um balanço patrimonial para levantar os detalhes do endividamento (baixe uma planilha para isso no site da Libratta, só clicar aqui);
8) Fazer um orçamento pessoal ou familiar acurado, que deve ser prospectivo e não retrospectivo. Ou seja, um bom orçamento deve nos ajudar a saber o quanto se pode gastar e não o quanto foi gasto;
9) Investir em sua educação financeira, permanentemente;
10) Cultivar a liberdade financeira, a começar por simplificar a vida.

Rogério Olegário é consultor financeiro pessoal e um dos sócios da Libratta Finanças Pessoais

'Aprendi a fazer dinheiro imediatamente'

Minha grande história com dinheiro aconteceu em 2006, quando li o livro 'Mulher Rica', da Kim Kiyosaki. Esse livro foi o causador de grandes mudanças na minha vida, mas não só financeira, em todas as áreas.

Um ano após sua leitura, em 2007, eu tinha saído de uma vida de consumismo, com dívidas e sem nenhuma economia, para uma vida com consumo controlado, dívidas quitadas e uma poupança de R$ 5 mil, tendo um salário de R$ 415 mensais. Aprendi a fazer dinheiro imediatamente, desfiz-me do que não servia mais, guardei tudo que podia e aprendi a investir.

Quatro anos após sua leitura, em 2010, criei um blog de finanças para mulheres, contando sobre minhas experiências e tudo que estava aprendendo sobre como construir uma vida mais rica. Sete anos depois, em 2013, o blog virou site e começou o processo da minha transformação profissional.

Passados oito anos, larguei minha carreira em tecnologia e comecei a traçar meus primeiros passos oficialmente como educadora financeira para mulheres e, em 2016, meu site virou empresa.

É com muito orgulho que relembro essa trajetória que está completando 10 anos. Nessa década após a leitura do livro, tenho aplicado tudo que aprendo em relação a finanças pessoais. Entre erros e acertos, tenho criado uma vida de realizações, sem deixar de pensar no futuro. Além de realizar o grande sonho de ensinar as mulheres como viverem com mais propósito e terem uma vida mais rica. Financeiramente saudáveis.

Depois desse 'rápido' processo, posso me considerar uma mulher de sorte, não é mesmo? :) E agradecer por aquele livro ter entrado na minha vida, a Deus por me permitir absorver todas as oportunidades que aquela leitura me proporcionou e a todas as minhas leitoras por acreditarem no meu trabalho ao buscarem a vida que merecem.

Maiara Xavier é educadora financeira e autora do site Mulher Rica (www.mulher-rica.com.br). Formada em tecnologia, é coach e tem especialização em Psicologia Econômica pela Fipecafi-USP.

'Ser sempre feliz com o que tenho'

Vim de uma origem muito humilde e tudo o que consegui foi com meu esforço e trabalho. Saí de casa com 12 anos escondida do meu pai para arranjar emprego. Ele batalhava muito pela família e não queria que eu trabalhasse tão nova. Mas, mesmo assim, eu fui e não parei mais.

Desta história aprendi a valorizar o dinheiro e o esforço para ganhá-lo. Mas também entendo que o dinheiro é um veículo que pode te proporcionar momentos especiais e eu realmente não abro mão de um bom cinema, um bom jantar, uma viagem. Meu tempo de ser feliz é agora. Amanhã não sei nem se estarei viva.

Sou uma pessoa que valoriza muito a qualidade de vida e não desperdiça uma oportunidade para estar com quem ama em algum momento especial, ou seja: preciso prestar bastante atenção ao dinheiro para poder pagar minhas contas e administrar qualidade de vida.

 

Sigo algumas regras na área financeira:
- Ter a ajuda sempre de um bom consultor financeiro. No meu caso é o Sr. Valdir Hansen, um especialista que me orienta em todos os momentos.
- Separar o que vai para a conta pessoal e para a conta profissional
- Poupar para o futuro
- Pensar bem antes de fazer qualquer empreendimento novo
- Não arriscar
- Entender a frase "Pobre contente será rico eternamente. Rico descontente será pobre eternamente". Ser sempre feliz com o que tenho.

Como a sedução e autoestima podem influenciar no sucesso pessoal financeiro? A autoestima é necessária para tudo praticamente em nossa vida. Na vida pessoal precisamos dela para resolver com sucesso em uma série de coisas. Nos relacionamentos, é muito difícil se manter uma relação com alguém que não gosta de si mesma. Uma pessoa com baixa estima atrai relacionamentos ruins, tem uma vida sexual medíocre e não consegue ser feliz nunca, pois não se acha merecedora nem de elogios nem de bons relacionamentos. Manter uma relação saudável e prazerosa depende muito de como você se sente com relação a si mesmo. Atitudes positivas na cama e fora dela atraem momentos positivos também. E como a vida é feita de momentos, o ideal é curtir cada minuto se gostando, se admirando e se sentindo uma pessoa muito especial.

Na vida profissional, dificilmente uma empresa aposta em alguém que não acredita em seu próprio potencial. Milhares são gastos com treinamentos para que todos os colaboradores de uma empresa tenham foco em resultados extraordinários e para isto uma autoestima é fundamental. Como empreendedora a autoestima é o combustível que conduz a empresa ao sucesso.

A palavra sedução significa duas coisas: conjunto de qualidades e características que despertam simpatia, desejo, amor e interesse, e capacidade de persuadir alguém a fazer o que você deseja. A palavra sedução está longe de ter conotação erótica. Em todos os segmentos de nossas vidas, pessoal ou profissional, temos tanto que despertar simpatia como expor nossas ideias e pensamentos de forma convincente.

Seduzir é nada mais que convencer quem está ao seu lado de que escolher você ou suas ideias é uma ótima coisa. Então pense que isto é fundamental para uma vida pessoal e uma vida profissional de sucesso.

 

Nelma Penteado é especialista em artes sensuais e conhecida como diva da autoestima. Formada em Educação Física e em Marketing, ela dá palestras, cursos e escreveu vários livros sobre o tema da sensualidade, da autoestima, do sucesso profissional e pessoal.

'Basta querer'

O dinheiro para mim é uma consequência, algo que vem quando conseguimos fazer o que gostamos ou então decidimos gostar do que estamos fazendo. Depois que passei a pensar dessa maneira, tudo começou a fluir melhor.

Sei que existe o consumismo saudável e o tóxico. Posso dizer que hoje estou entrando na fase saudável, em que você procura investir em algo que lhe trará mais retorno e segurança. Devemos estar sempre atentos aos nossos impulsos e desejos e, antes de gastar, analisar bem onde, como e quando o nosso dinheiro será aplicado.Um ensinamento que meu avô sempre me passou foi que “dinheiro não aguenta desaforo”. Hoje digo, sem sombra de dúvidas, que o ditado faz todo sentido.

Tudo que você quer, você pode! Independentemente da condição financeira, uma pessoa que toma a decisão de escrever uma história de sucesso é capaz de conseguir. A crise não é de todo ruim, pois serve para alavancar as pessoas que querem ser diferentes, que conseguem ter um raciocínio lógico de como agir para se destacar. Portanto, se alguém está passando por alguma situação difícil, deve olhar para o cenário em volta e imaginar o que poderia fazer de diferente para solucionar o problema de alguém e com isso ganhar mais dinheiro. Basta querer.

Thalita Gaban é franqueada do Centro Brasileiro de Cursos (Cebrac) em Luís Eduardo Magalhães, na Bahia

'Não gasto um real que ainda não ganhei'

Para mim, a relação com as finanças é muito respeitosa, não gasto um real que ainda não ganhei. Aprendi que o dinheiro deve trabalhar para mim e não o contrário. Quando você trabalha para o dinheiro, se torna escravo dele.

Acho que quem está com dificuldades financeiras deve literalmente dar dois passos para trás para dar um para frente, ser radical em cortar despesas que aparentemente são absolutamente necessárias, mas, quando analisamos criticamente, descobrimos que podemos cortá-las. Ninguém deve se comprometer com novas dívidas para pagar as antigas. O problema vira um bola de neve.

Berenice Freire é presidente e fundadora da Garden Química

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