Gente que a gente admira divide conosco pequenas lições sobre o uso do dinheiro.

TROCO

'As pessoas devem enxergar as dificuldades como um livro de aprendizado imposto pela vida'

Sempre tive uma relação saudável com o dinheiro. Tenho consciência da importância dele para os meus objetivos, mas fico no domínio dessa relação. O homem que é dominado pelo dinheiro passa a valorizar coisas que não são as mais importantes na vida.

O dinheiro é apenas uma ferramenta que será utilizada para que você atinja seus objetivos e metas. Mas ele não é o mais importante para o sucesso. Se a pessoa tiver dinheiro, mas não tiver honra, capacidade profissional, intelectual, dedicação, disciplina, persistência e interesse por estudar o mercado, irá transformar tudo em pó e não conseguirá multiplicar seus valores. Mas se a pessoa tiver todas as características que foram citadas acima e não tiver dinheiro, com certeza ela conseguirá acumular muito.

As pessoas devem enxergar as dificuldades como um livro de aprendizado imposto pela vida. Absorva o que esse livro tem para te passar, aprenda com ele e coloque em prática o que você aprendeu e que será favorável para que você não passe por dificuldades novamente. Independentemente do que você já aprendeu, novas dificuldades virão.

Como disse Henry Ford: “Quando tudo parecer estar contra você, lembre-se que o avião decola contra o vento e não com a ajuda dele”.

Jefferson Domingos é fundador da rede de franquias de açaí Villa Roxa

‘Nunca invista todas as suas reservas’

A minha relação com o dinheiro está totalmente voltada para a qualidade de vida, bem-estar, segurança e oportunidades. Usufruo do dinheiro conquistado com insumos que proporcionam a mim e meus familiares bem-estar. Mas não abro mão de planejamento (algo essencial) e organização para não perder boas oportunidades de negócios, como o investimento feito nas franquias do Centro de Cursos Brasileiros (CEBRAC).

Um erro frequente dos empreendedores é misturar o dinheiro da empresa com o pessoal. As minhas finanças pessoais caminham paralelamente às da empresa. A prioridade é a manutenção financeira dos negócios, não dos projetos pessoais.

Outra dica para quem está com dificuldades financeiras é fazer um planejamento para estipular metas com prioridades e foco no objetivo.

Atualmente, administro sete franquias do CEBRAC e para fazer a gestão financeira de cada escola, utilizo um sistema online, em que posso analisar os resultados por meio de indicadores e medições em tempo real. Indico aos empreendedores que procurem ferramentas que atendam às demandas dos seus respectivos negócios. Também é fundamental fazer uma pesquisa de viabilidade, mercado e público-alvo.

O investidor precisa entender que o tempo para que a empresa atinja seu ponto de equilíbrio às vezes não é o que foi planejado. E ele terá que dispor de mais capital para manter o negócio. Por isso, nunca invista todas as suas reservas. Deixe sempre um capital de segurança para reinvestimento, caso precise, e para manter os compromissos pessoais.

Thiago Grigato é multifranqueado do CEBRAC, centro de cursos profissionalizantes

 

'Cresci achando que o dinheiro era coisa do demônio'

Sendo o mais velho de nove irmãos e tendo um pai alcoólatra, que faliu três vezes e morreu quando eu era muito jovem, herdei pobreza, dívidas e insegurança. Fui vítima também da formação religiosa. Cresci achando que os ricos e o dinheiro eram coisa do demônio e que a pobreza me colocava mais perto do céu.

Ao crescer e me deparar com a realidade da vida, abandonei todas essas crenças. Concluí que cada um deve cuidar de si, constituir suas reservas e prover sua aposentadoria, sem depender de favor de governo ou de família.

A vida me ensinou que a postura diante do dinheiro passa por dois pontos: habilidades para administrar as finanças pessoais e o condicionamento emocional diante do consumo. Aprendi que é importante adquirir conhecimentos mínimos de contabilidade, economia, finanças e investimentos, os quais ajudarão na iniciação à ciência do dinheiro.

Infelizmente, o sistema educacional ignora o assunto “dinheiro”. Uma criança passa 12 anos na Educação Básica e pouco aprende sobre comércio, tributos, contratos e finanças. Como sou formado em Contabilidade e Economia, pude me beneficiar do aprendizado a respeito.

O ser humano é resultado mais de suas emoções do que de suas habilidades técnicas. Nenhum conhecimento levará você a um determinado objetivo se suas emoções forem inadequadas para alcançar tal objetivo. Na relação com o dinheiro não é diferente. Nossa trajetória financeira se dá em três pontos: como ganhamos, como gastamos e como conservamos o dinheiro.

A maneira como cada um ganha, gasta e guarda dinheiro é resultado de uma combinação de emoções e habilidades. Emoções são traços da personalidade, habilidades são técnicas aprendidas com o estudo e a experiência.

Vale a pena investir tempo e dinheiro para trabalhar suas emoções, como forma de impedir que elas provoquem sofrimento. Emoções inadequadas sabotam qualquer habilidade técnica. Habilidades se aprendem, basta ler e frequentar cursos e seminários. Emoções fazem parte da personalidade e afastar aquelas que podem nos prejudicar requer humildade para se entregar a um processo de evolução mental e psicológica.

No caminho rumo à educação financeira, recomendo:

PASSO 1 – ESTUDE para expandir a sua inteligência financeira.

PASSO 2 – ORGANIZE AS SUAS FINANÇAS. A tarefa de gerenciar gastos exige método. É um erro sair cortando custos de qualquer jeito. Para um exame criterioso das despesas é necessário organizá-las e classifica-las em “despesas fixas” (aquelas que não dá para eliminar nem reduzir) e “despesas variáveis” (aquelas que dá para reduzir ou até mesmo eliminar).

PASSO 3 – ESTABELEÇA METAS DE POUPANÇA E GERENCIE OS GASTOS. Qualquer que seja a situação financeira da família é importante estabelecer metas de poupança e gerenciar os gastos. O orçamento é uma espécie de bússola que diz aonde a família quer chegar ao final de um período. A única forma de atingir uma meta de poupança é pôr as contas no papel e monitorar os gastos com base no orçamento projetado.

PASSO 4 – ENVOLVA TODOS OS MEMBROS DA FAMÍLIA. É grande o número de pessoas que não discutem as questões financeiras com a família. Muitos pais trocam algumas palavras com os filhos sobre compras e mesada e não vão além disso. Raros são os que sentam com todos e deixam claro qual é a renda da família, quais são os gastos e como devem gerenciar suas despesas. Compartilhar as decisões financeiras com os filhos é recomendável. É um erro impor comportamento financeiro aos filhos sem explicar os detalhes e montar planos em conjunto.

José Pio Martins é economista e reitor da Universidade Positivo (UP), de Curitiba, no Paraná

 

'Aprendi que dinheiro é energia'

A minha relação com as finanças hoje é excelente: eu sou o senhor do meu dinheiro, ele me serve e não o contrário. Mas nem sempre foi assim. Eu já passei, como muitas pessoas, pela fase de ser escravo do dinheiro.

Aprendi que dinheiro é energia. Pode parecer papinho de palestra motivacional, mas é verdade. Se seus pensamentos em relação ao dinheiro são negativos, sua mente controlará sua vida (de forma inconsciente, é claro) para que você não tenha recursos.

Nessa linha, um dos grandes problemas que eu vejo é que as pessoas acham que ganham "mais ou menos x" e gastam "mais ou menos y". Não há precisão, e normalmente tendemos a exagerar o quanto ganhamos e a minimizar o quanto gastamos. Quanto colocamos na ponta do lápis, vemos que estamos gastando muito mais do que achávamos! Crie uma planilha de despesas e anote tudo com precisão de centavos. Nada pode ficar de fora. A partir daí, faça uma análise do que pode ser cortado, minimizado ou substituído. E crie um plano para acabar com suas dívidas, caso as tenha. Veja ainda se grandes despesas podem ser eliminadas. Por exemplo, você tem um carro e está com dificuldades financeiras? Que tal se livrar dele e passar a andar de ônibus ou Uber?

Gabriel Torres é autor de 25 livros, entre os quais Os Mitos do Dinheiro (Editora Nova Terra). Seu principal negócio é o site de tecnologia Clube do Hardware.

'O dinheiro gosta de ficar em mãos de pessoas bem humoradas'

Desde muito jovem já queria trabalhar. Sou a sexta integrante de uma família de dez irmãos. E trabalhar significava poder ter dinheiro. Aliás, dinheiro era coisa rara naqueles tempos. Apenas mais tarde fui capaz de entender que trabalhar podia significar também expressar o seu próprio potencial.

Oficialmente comecei a trabalhar aos 17 anos com professora. Antes tinha dado aulas particulares. Graduei-me em Letras (Português-Inglês) e direcionei interesses e esforços para trabalhar em empresas. Fiz isso por muitos anos. Galguei diversas posições como secretária bilíngue. E, devido a caminhos que só o destino sabe traçar, na última empresa em que trabalhei, fui escalada para trabalhar no Departamento Financeiro.

Como boa mineira que sou, de Santa Rita do Sapucaí, tal fase da minha vida me fez lembrar de um ditado da minha terra: "Um boi pra não entrar; uma boiada pra não sair". Já que eu fui direcionada para o Departamento Financeiro de uma empresa, e eu não sabia muita coisa sobre finanças, fui obrigada a aprender. Hoje sou grata àquela oportunidade sofrida mas preciosa que me possibilitou aprender e muito. Sou grata também aos muitos professores que surgiram. Trabalhei muito, li, estudei, fiz treinamentos e posso dizer que tudo valeu muito à pena.

Em algum momento em 2003 resolvi traçar um Plano B. Algo do meu interesse que pudesse fazer quando não estivesse mais trabalhando naquela última empresa. Em 2004 o Plano B já estava traçado, testado e implantado. Hoje presto serviços de consultoria financeira pessoal. Já são mais de doze anos ajudando clientes a organizar as contas, economizar dinheiro, planejar, investir e a garantir ótimos resultados para sua vida financeira. E essa prática tem mostrado que há certos segredos para cuidar bem do dinheiro.

1. Evite ser uma pessoa "reclamona". O dinheiro gosta de ficar em mãos de pessoas bem humoradas.

2. Trate bem o dinheiro. O dinheiro tem uma energia própria e gosta de ser bem tratado e respeitado. Dinheiro não aceita desaforo.

3. Entenda como você se relaciona com o seu dinheiro. E veja onde pode melhorar. Sempre há o que melhorar.

4. Evite desperdícios e tenha controles. Saiba exatamente o quanto você ganha, gasta e se falta ou sobra. Se faltar, faça ajustes e busque sobras. Se está sobrando, invista.

5. Tenha reservas para emergências. E reserva para poder também aproveitar as oportunidades que podem surgir na sua vida. Elas sempre surgem.

6. Aprenda a colocar o dinheiro para trabalhar para você. Busque conhecimento e aprenda sobre investimentos. Há diversas opções no mercado.

7. Faça sua lista de sonhos e trace metas para atingi-los. Sonhos adoram metas bem traçadas e adoram segui-las todas.

Evanilda Rocha é consultora e coach, diretora da empresa Dinheiro Inteligente, autora do e-book "Como fazer sobrar dinheiro no final do mês" (que pode ser baixado pelo link www.dinheirointeligente.com.br/ebook) e criadora do Treinamento Como Organizar sua Vida Financeira.

Faça uma simulação para juntar seu primeiro milhão ou quanto suas economias irão render.
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