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TIRA-DÚVIDAS

Quando comprar dólar e euro?

A leitora e jornalista Aurea Santos vai viajar para o exterior e não sabe qual é a melhor hora para comprar dólar ou euro em função das cotações em alta das moedas. Veja o que ela pergunta ao site As Poupadoras e o que responde especialista do grupo Fitta DTVM:

 

Estou organizando uma viagem para fazer um curso de espanhol de um mês em Barcelona, em agosto de 2014. Já tive que pagar o sinal, de 250 euros este mês, e paguei o euro a R$ 3,32, usando um cartão pré-pago internacional. Porém, ainda tenho um saldo de 800 euros que preciso pagar até o final de novembro deste ano. Gostaria de saber se há alguma previsão de que o dólar e o euro caiam até lá, pois estou esperando uma cotação mais favorável para pagar o restante do curso. Aurea Santos

 

Os pagamentos de curso no exterior são realizados por meio do crédito na conta corrente da universidade que oferta o curso. Sendo assim, orientamos a utilização do serviço de câmbio financeiro (remessa internacional) para realizar o pagamento. A tendência do dólar e euro no curto prazo é de subida perante o real, com quedas pontuais. Entretanto, como o saldo de seu curso será pago somente no final de novembro, o melhor a fazer é pagar mensalmente pequenas quantidades, pois caso as moedas subam mais até o deadline, você terá pago as quantidades iniciais mais baratas. Caso o inverso aconteça, ou seja, a cotação das moedas caia em relação ao real, as quantidades finais é que serão pagas por um valor menor. Desta maneira, em ambos os casos, o preço médio do pagamento ficará sem grandes alterações.

Guilherme Prado, especialista em Operações de Câmbio da FITTA DTVM

Morar com a tia e pagar imóvel na planta?

 

Olá, sou Claudiane, tenho 34 anos e sou professora. Moro de aluguel, mas o meu aluguel encareceu e pretendo comprar um apartamento. Só que há um problema: a minha renda é de cerca de R$ 4 mil e então eu não me encaixo no programa Minha Casa, Minha Vida, mas também não tenho renda suficiente para comprar um imóvel razoável em um dos bairros centrais de São Paulo. Como sou professora da rede pública, não tenho FGTS para dar de entrada. Estou pensando em ir morar na casa da minha tia e, enquanto isso, ir pagando um imóvel na planta. Mas já me disseram que comprar imóvel na planta é roubada. O que vocês sugerem?

 

Cara Claudiane,

Não vou dar uma resposta decisiva, mas fazer você pensar e decidir por si mesma. Para isso vou considerar três aspectos, o risco de se comprar um imóvel na planta, o financeiro e o emocional. 

1 - O risco - muitos problemas podem estar escondidos nos imóveis comprados na planta, como por exemplo atrasos na entrega, abusos nos contratos, rachaduras, material em não conformidade com o projeto, como fiação mais fina que o previsto e encanamento de qualidade inferior aos descritos nos contratos, vizinhança inadequada, com barulhos, trânsito caótico e outros. Na maioria das vezes, o comprador só percebe os problemas ao mudar para o imóvel novo. Prefira os imóveis usados, você tem como checar vários detalhes antes de fechar a compra.

2 - O aspecto financeiro - Considerando que você pode financiar um apartamento na planta e pagar pelo valor da prestação o mesmo valor que você paga de aluguel, você ainda terá que arcar com as intermediárias e, ao receber o imóvel, com o valor das "chaves". De onde viria esse dinheiro? Viria de sua renda e de suas reservas ou você financiaria? Se você já acha o seu aluguel caro, os compromissos a assumir para essa estratégia poderão ficar mais caros ainda e pior, até receber o imóvel você precisará morar em algum lugar, ou pagando aluguel, aumentando seus custos mensais. Sugiro que você leia o artigo "quem casa quer casa", de minha autoria. Você pode encontrá-lo em http://www.libratta.com.br/imprensa/index/p-6.

3 - O aspecto emocional - Você fala em "imóvel razoável no centro de São Paulo". Será que não poderia ser um imóvel mais modesto em um bairro mais afastado do centro, para ser mais barato? Será que você está tentando morar em um local no qual o seu orçamento não permite? Você pensa em ir morar com a sua tia para diminuir os seus custos no caso de financiar um imóvel na planta. Pense se morar com ela será bom para vocês duas. Como ficará a sua privacidade e a dela? Já pensou no desgaste emocional que pode advir disso? Será um retrocesso para você, depois de morar sozinha, voltar a morar com a tia? Tudo isso precisa ser considerado.

Espero que tenha contribuído um pouquinho para que você tome uma boa decisão. Ela é sua. Boa sorte! Abraços.

Rogério Olegário, consultor financeiro e autor de "Família, Afeto e Finanças" (Editora Gente)

www.libratta.com.br

TIRE SUAS DÚVIDAS

“Meu filho Luca, de 4 anos, me perguntou o que era mesada e se ele poderia receber. Não sei o que fazer. Já ouvi falar que R$ 1 por ano de vida é a conta certa nesses casos, mas é R$ 1 por semana ou por mês?”

Irene, de São Paulo (SP)

“A mesada deve ser uma ferramenta de educação financeira. É fundamental que, junto com o recebimento da mesada, a criança seja, desde cedo, orientada a como gastar o valor recebido e como poupá-lo. Além disso, ele deve ser dado quando os pais puderem, respeitando-se os limites do orçamento da família. A quantia dada precisa ser proporcional à idade da criança. Podemos sugerir como valor médio o equivalente a R$ 1 por ano da idade que a criança tenha. Assim, para quem tem seis anos pode-se dar R$  6. Nessa idade, esperar um mês ainda é um tempo longo, por isso sugerimos que esse pagamento seja efetuado semanalmente. Todavia, o bom senso e a realidade econômica de cada lar devem sempre falar mais alto. Um alerta importante: atrelar o recebimento da mesada ao bom comportamento ou à prática de tarefas domésticas pode ser muito arriscado. Ser uma pessoa responsável e colaborar com a organização e harmonia da casa é um dever e não algo a ser negociado e pago com dinheiro”.

Angélica Rodrigues, psicóloga, e Rogério Olegário, consultor financeiro da Libratta. Os dois são autores do livro Família, Afeto e Finanças 

 

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Caderneta de poupança para crianças

Olá!
 
Queria muito a ajuda de vocês. Gabi, minha filha, ganhou um dinheirinho de aniversário e eu resolvi fazer uma poupança para ela. Como a minha poupança de infância era na Caixa, liguei para o banco para saber quais eram os documentos necessários e fui até uma agência. Chegando lá, peguei uma ficha e esperei muito. Quando finalmente fui atendida, a funcionária pegou os documentos, preencheu uma ficha e me mandou voltar na semana seguinte para assinar. Achei meio desrespeitoso esperar tanto para um atendimento de cinco minutos e ainda precisar voltar. Por isso pensei em escolher um banco privado, imagino que o atendimento seja mais eficaz. Assim, segue a minha dúvida: para abrir poupança para menores (que não podem retirar agora, no caso da minha filha só daqui a dez anos), vocês recomendariam um banco privado? Teriam dicas dos melhores em termos de atendimento? Também não quero fazer título de capitalização pois pretendo aplicar algum dinheiro  (a mais) quando puder.
 
Obrigada e beijos! 
 
Marta Melo, de Maceió (AL)
 
Prezada Marta,
 
A poupança de sua filha pode ser aberta em qualquer banco, seja público ou privado, pois a poupança tem as mesmas características em todas as instituições financeiras. A rentabilidade é igual em todos os bancos e a garantia do poupador também é a mesma: de até R$ 250 mil. Ou seja, se o banco quebrar, todo cliente que tiver até esse valor aplicado na poupança receberá seu dinheiro do Fundo Garantidor de Crédito. 
 
Sendo assim, sugiro que você abra a poupança da sua filha no banco em que você já tem sua conta corrente, aquela que usa com mais frequência, pois você já conhece o atendimento, a rotina e as pessoas da agência, tudo vai ficar mais fácil. 
 
Você fez muito bem em não comprar títulos de capitalização para a sua filha. Esses títulos rendem muito pouco, menos que a poupança e, quase sempre, menos que a inflação. Portanto, não se iluda com a propaganda que fala da facilidade do depósito mensal automático e a chance de ganhar prêmios nos sorteios dos títulos de capitalização. 
 
Wilson Muller, consultor financeiro do Vida Investe, programa de educação financeira e previdenciária da Fundação CESP (www.vidainveste.com.br)

 

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