Dicas de livros que ajudam a colocar as contas em dia

Jamie Oliver, o poupador

Não poderia haver um livro de receitas que tivesse mais a nossa cara. Em "Economize com Jamie - Compre bem, Cozinhe melhor e Desperdice menos", da Globo Estilo, o chef britânico Jamie Oliver recomenda pratos variados e dá dicas de como economizar na cozinha. Principalmente aproveitando melhor os alimentos.

Assim, ficamos sabendo o que é essencial na geladeira e na despensa segundo o expert, além das panelas e acessórios fundamentais para ter em casa.

Não faltam ainda dicas como aproveitar as sobras de legumes e verduras para preparar conservas, como picles, e como escolher os cortes de carne.

É claro que, como na maioria dos livros de receitas, principalmente os estrangeiros, talvez por conta da tradução, há a citação de ingredientes que, na minha modesta opinião, não são tão fáceis de achar. Pode ser ignorância minha, mas desconheço itens como "cúrcuma, aipo-rábano e arroz basmati".

Tirando isso, vale a muito a pena aproveitar as saídas poupadoras do chef mais descolado da Inglaterra. Aproveito para dividir com vocês uma das minhas sugestões prediletas, que certamente vou testar. Lá vai:

Picolés Caseiros

Opção 1 - Encha moldes de picolé com sucos de frutas frescas e coloque dentro pedaços de frutas vermelhas. Só esperar congelar para aproveitar.

Opção 2 - Bata no liquidificador quantidades iguais de frutas congeladas e iogurte natural, afinando a mistura com um pouco de leite e adoçando com mel.

Não é muito simples e não parece muito gostoso? Eu achei. Sejamos felizes e poupadoras à mesa, enfim.

Bom apetite e boa leitura!

Isabela Barros

Ensaio sobre a avareza

É para refletir sobre o dinheiro dando boas risadas. Mesmo tendo estreado em Paris em 1668, O Avarento, de Molière, segue atual e capaz de oferecer humor e reflexão. Trata-se da história de Harpagon, um pão duro daqueles, capaz de desconfiar de tudo e de todos com medo de ser saqueado, de abrir mão daquilo que tem. Mesmo que seja uma tangerina tirada da despensa!

Assim, em seu apego total a tudo, Harpagon sufoca os filhos, oprime os empregados, dispara mau humor vida afora com a sua mesquinharia. No melhor esquema seria trágico se não fosse cômico, sabem?

No Brasil, a obra já inspirou o personagem Nonô Correia, interpretado por Ary Fontoura na novela Amor com Amor se Paga, de 1972, na Rede Globo. E foi o último trabalho de Paulo Autran no teatro antes de sua morte, em 2007.

Além de rir com essa caricatura da avareza, e do poder do dinheiro sobre alguém, é impossível não puxar da memória situações similares já vistas na vida real. Quem nunca conheceu um super mão de vaca? Eu já topei com vários que me deram motivo para rir! E, claro, ter pena de quem se deixa levar assim.

Quer outro bom motivo para ler a peça? Ela pode ser encontrada de graça, sem muita dificuldade, na internet. Como nesse link aqui.

Boa leitura!

Isabela Barros

Sobre bebês e negócios

O formato é bem diferente. Nada de uma longa história com a fórmula mágica sobre como ser mãe e empreendedora ao mesmo tempo. O livro "Minha mãe é um negócio" aborda o universo de mulheres que, ao se tornarem mães, largaram seus empregos para serem donas do próprio negócio.

Ele traz depoimentos de 200 mães com esse perfil que fizeram parte de uma pesquisa para a criação da série de tevê Mãe S/A e foi escrito pelas jornalistas Patricia Travassos e Ana Claudia Konichi, que também fizeram a série televisiva. Como tiveram que escolher poucas mães para estrelar na tevê, elas resolveram aproveitar as entrevistas e pesquisa com as demais para o livro.

A obra não conta a história de cada uma, timtim por timtim. Ela é dividida em grandes temas, para os quais as jornalistas fazem uma introdução e depois publicam trechos dos depoimentos destas mães, e de alguns especialistsa, em cada área. Um dos capítulos? "O que muda com a maternidade". Outro? "Principais erros". Tem também “A sensibilidade materna para os negócios”, etc.

"Eu acho que a mulher é, por natureza, empreendedora. Então ela corre atrás de alternativas criativas, tanto em casa quanto no trabalho. Eu acho que as pessoas têm que se agarrar nisso. Porque, realmente, ficar em casa e não trabalhar, não produzir, na minha opinião, não é benéfico par ninguém. Nem para a mãe, nem para os filhos", diz a empreendedora Aurea Cardoso em um trecho do livro.

Ao final da leitura, a impressão que fica é que as mães deixaram seus empregos para trabalhar menos, para ter uma vida mais calma e assim cuidarem melhor dos filhos, mas acabaram trabalhando mais. A diferença é que todas encontraram um trabalho motivador, pelo qual são apaixonadas, e como chefes, podem dar aquela fugida para buscar os pequenos na escola, levar ao dentista, e organizar melhor sua própria agenda sem excluir os filhos.


Isaura Daniel

Olhos críticos diante do mundo do trabalho

Alguma vez você já se sentiu totalmente absorvido pelo seu trabalho? Ligado no que acontece na empresa até mesmo aos finais de semana? Eu já, assim como 95% das pessoas que conheço. Em tempos de expediente 24 horas e tecnologias que nos deixam conectados o tempo todo, foi com muito alívio que li Chega de Oba-Oba, escrito pela publicitária alemã Judith Mair e publicado pela editora Martins Fontes.

Na obra, Judith reflete, com olhos críticos, sobre o atual estágio do capitalismo. É claro que a conectividade é bem-vinda e eu não tenho nada contra o trabalho flexível, pelo contrário, adoraria cumprir parte da minha jornada profissional no conforto do meu lar, mas, como bem coloca a autora, não podemos ser ingênuos diante de certos abusos.

Nem tudo são flores nesse cenário novo. Assim como o aviso de mensagem com notícias da empresa em pleno domingo pela manhã atrapalha a leitura do jornal quando você está jogado no sofá, relaxando, essa história de delegar aos funcionários toda a responsabilidade pelo próprio desempenho, sem a contrapartida da empresa dando o suporte necessário para o fortalecimento da carreira, também é um jeito de sugar ainda mais a nossa mão de obra. Uma forma de amenizar as muitas horas trabalhadas sob o argumento de que somos trabalhadores tão dedicados, empreendedores e caprichosos que jamais lamentaríamos o fato de dispor de algumas madrugadas na vida para dar conta de novos projetos.

Outro ponto bem destacado pela publicitária no livro são as chamadas "soft skills", ou habilidades extra além da competência profissional, como o marketing pessoal, a disponibilidade total para dividir a vida pessoal com os colegas de batente (mesmo aqueles com os quais não se tem afinidade) e por aí afora, sempre com o estímulo interno à chamada "guerra de talentos".

Nas palavras de Judith: "'Você é motivado e está acostumado a trabalhar de modo autônomo?', pergunta a clínica em seu anúncio de emprego para enfermeira. A agência de eventos de Vestefália, por sua vez, procura um 'técnico de eletricidade motivado e ativo', que 'de modo flexível e dinâmico esteja disposto a assumir horários de trabalho pouco comuns'. (...) A antiga empresa de consultoria idealiza um consultor júnior que seja 'uma pessoa flexível, disponível, sem medo de horários de trabalho pouco usuais' e que 'traga consigo 'flexibilidade e dedicação, mobilidade, bem como o prazer de viajar e o trabalho em equipe internacional'".

Ou seja, não basta ser apenas trabalhador, competente, bom profissional. Definitivamente, chega de oba-oba.

Isabela Barros

Um santo remédio

Está na hora de ver a quantas anda a sua saúde financeira. E, claro, corrigir o quanto antes o que deve ser corrigido nesse campo. O convite é Conrado Navarro e André Massaro, autores de Dinheiro é um Santo Remédio (Editora Gente).

No livro, os dois experts destacam que "a maioria das pessoas trata do dinheiro como da saúde: só se preocupa com ele quando as dores já não podem mais ser ignoradas". Verdade, vocês não acham?

A partir desse princípio, a obra aponta uma série de "doenças financeiras", com sugestões de "cura" e "tratamento clínico". A ideia é proporcionar aos leitores "saúde e dinheiro para dar e vender".

A leitura é garantia de boas reflexões. As Poupadoras recomendam!

Em tempo: um dos responsáveis pelo trabalho, Conrado Navarro,sócio-fundador do site Dinheirama, já nos presentou com um belo depoimento na seção Troco do nosso site. Não leu? Só clicar aqui para ler.

Isabela Barros

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