Dicas de livros que ajudam a colocar as contas em dia

O básico que funciona

Você já leu algum guia de finanças pessoais? Quer uma dica boa para começar? Publicado pela Sesi-SP Editora, Administre melhor o seu dinheiro aborda pontos como dívidas, orçamento, planejamento, formas de financiamento, como se organizar para poupar e assim por diante.

Tudo explicado de forma simples e resumida, tanto que o livro tem apenas 108 páginas, com um glossário dos principais termos usados no final.

Logo de cara, o título reforça o quão fundamental é ter as contas em dia e gastar de acordo com as possibilidades de cada um. E isso sabendo separar o que é realmente necessário daquilo que pode ser dispensável.

Também são apresentadas dicas de como analisar a própria situação financeira e relacionar os ganhos e os gastos.

Diante disso, é possível fazer uma análise das dívidas e do peso dos juros no orçamento, com a explicação de como funcionam as principais taxas adotadas no Brasil. As taxas e as modalidades de financiamento mais comuns (crédito pessoal, crédito direto ao consumidor, crédito consignado com desconto em folha, consignado para o segurado do INSS, financiamento imobiliário e de veículos, microcrédito, cheque especial, cartão de crédito e penhor).

E como lidar com as dívidas? “Quem tem dívidas deve cortar as despesas, aumentar os ganhos ou tomar essas duas medidas ao mesmo tempo”, como recomenda o guia, ou “se planejar para economizar”.

Também são oferecidas dicas sobre como cortar despesas e evitar desperdícios em casa e na vida de modo geral: das tarifas bancárias ao vestuário, quase sempre dá para enxugar gastos. Ou, como analisa o guia: “Ter o controle das finanças significa ter uma vida melhor, em que o mais importante não é quanto você ganha, mas quanto gasta”.

Por fim, são oferecidas explicações sobre variadas modalidades de investimentos, como aqueles em renda fixa e variável. Aí entram, entre outras opções, a boa e velha caderneta de poupança, os títulos do Tesouro Direto e a compra de ações negociadas na Bolsa de Valores.

Boa leitura! E bons investimentos para nós.

Isabela Barros 

Para educar um empreendedor

Uma abordagem bem interessante, que trata das coisas práticas da vida como o dinheiro e a profissão, mas também de outras do universo familiar, como a educação dos filhos.

No livro "Educando para Empreender", o autor João Kleber Braga conta como deve ser a educação dos filhos que sejam empreendedores. Ele, porém, não usa o termo para referir-se apenas a ser dono de um negócio. Braga acredita que empreendedorismo é uma forma de ver e viver a vida, que empreender é ser protagonista do próprio caminho.

O livro aborda a proteção excessiva aos filhos e afirma que ela transforma as crianças em pessoas frágeis diante da vida, já que assim que os pequenos saírem pela porta de casa não encontrarão lá fora a mesma rede que os livrou de qualquer problema dentro de casa. 

O autor conta suas próprias experiências pois é pai. Ele não dá mesada aos seus filhos e acredita que isso os ensina que dinheiro nunca vem sem esforço. Mesada, segundo o autor, os acostumaria a salários, o que os faria procurar um emprego e não um "trabalho" no futuro. Os filhos de Braga já protagonizaram atividades empreendedoras.

João Kleber Braga é especialista em Comércio Eletrônico, Marketing Digital, Empreendedorismo e Vendas, além de autor de livros sobre o tema e integrante de projetos e associações da área. Braga desenvolveu método próprio de treinamento em vendas.

O livro é bem bom para quem tem filhos!

Isaura Daniel

Quatro mulheres e o dinheiro

Leve e educativo. Assim descrevo o livro de organização financeira para mulheres "É da minha conta", da Flávia Padoveze. É perfeito para quem tem as finanças bagunçadas, quer começar a colocar a casa em ordem e não gosta de longos discursos complicados sobre dinheiro. Baratinho e curtinho, cerca de R$ 10 e tem só 128 páginas.

Flávia Padoveze é dona de uma empresa de planejamento financeiro e conta no livro a história de quatro mulheres, personagens que criou baseada nos perfis das suas clientes. Uma delas largou o emprego para ser autônoma, outra tem uma pequena empresa e está endividada, a terceira acabou de se separar do esposo de alto salário e agora tem que cuidar sozinha do dinheiro, a outra controla razoavelmente seus ganhos, mas não sabe bem onde gasta e nem tem objetivos definidos.

A autora usa as histórias dessas mulheres para ensinar coisas básicas sobre finanças, como a organização de um orçamento, a definição de sonhos e metas, o olhar sobre as prioridades, a formação das reservas. O livro fala de rotina, dinheiro e vida. Flávia aprendeu com o avô a encontrar prazer em ver o dinheiro crescer no banco em vez do prazer de gastar. 

 

 

Título: É da minha conta
Autora: Flávia Padoveze
Editora: Leya
Ano: 2015
Edição: 1ª
Páginas: 128

 

Isaura Daniel

Para ser feliz no trabalho

Só a gente acha que, ainda bem, muita coisa está mudando no mundo do trabalho? E que, aos poucos, as empresas já começam a se adaptar e a pensar mais na satisfação de seus funcionários? Pois Felicidade S.A. (Arquipélago Editorial), de Alexandre Teixeira, fala exatamente desse contexto de mudanças.

Escrito como uma reportagem, dividido em capítulos, o livro conta histórias de empresas, cita estudos, destaca análises de entrevistas sobre temas variados, mas todos ligados ao fato de que as empresas agora precisam prestar atenção a assuntos como qualidade de vida, desenvolvimento profissional, trabalho fora do escritório e assim por diante. Se não for assim, não conseguirão manter os melhores profissionais em seus quadros, perdendo em produtividade e desempenho, logo, em dinheiro.

Em relação ao expediente remoto ou home office, por exemplo, o autor cita pesquisas que apontam que trabalhar de casa aumenta entre 10% e 20% a produtividade dos funcionários e que 78% dos gestores acham que o trabalho à distância ajuda a reter os melhores trabalhadores em seus times. Eu ia amar trabalhar nem que fosse um dia na semana apenas do aconchego do meu lar. Certamente falaria da empresa em que eu trabalho melhor do que eu já falo por aí.

Que o mundo corporativo mude mesmo, amigos. Já passou da hora.

Boa leitura!

Isabela Barros 

Os poupadores da floresta

A ideia é apresentar, aos pequenos, conceitos básicos da vida econômica, como empréstimos, taxas de juros, a importância de poupar e até mesmo as linhas gerais de como funciona um financiamento imobiliário. Tudo feito a partir do cotidiano dos animais.

Recomendado para crianças com idades entre 7 e 12 anos, Crise Financeira na Floresta, de Ana Paula Hornos (Editora GeraçãoZinha), traz referências clássicas como a cigarra boa vida e a formiga trabalhadora e poupadora. O banqueiro da trama é o macaco, sendo o joão de barro o incorporador imobiliário da história. É fofo sim. E didático, achei. Só acredito que esteja mais para os leitores de 12 anos do que para aqueles de 7, embora não duvide da capacidade que os pequenos têm de surpreender a gente, indo além das expectativas.

Também usaria um título mais leve e descontraído para chamar a atenção dos leitores, mas o conteúdo é acessível, que é o que realmente importa.

Já está na estante do Joaquim, hoje com um ano e quatro meses para ser lido, por ele, um dia.

Vida longa aos nossos babies poupadores.

Isabela Barros 

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