Esse espaço é seu. Mande para nós as suas histórias, lições, aprendizados, causos relacionados ao uso do dinheiro. Serão publicadas, com todo o carinho, aqui.

DUAS MOEDAS DE PROSA

Férias com os filhos (na pindaíba)!

Olá Mamães!


Sou Aline Ricomini, mãe do Felipe, de sete anos anos, e do Fernando, de quatro anos. Sou empreendedora, tenho um brechó infantil, o Effe's Brechó. Trabalho em casa e, então, o que fazer nas férias com os dois 24 horas por dia em casa um mês inteirinho e, ainda, na pindaíba? Vender não está fácil e as contas não esperam. Em junho resolvi cancelar os cartões e viver com uma neura a menos.

Então vamos lá: primeiro #oremos. Depois vamos pensar em atividades BBB (boa, bonita e barata!). Eis que descubro que meus filhos amam de paixão pipa. Logo passei a função para o pai, que está trabalhando à noite e tem tido tempo para ir na pracinha perto de casa soltar as amadas pipas.


Algo tão simples e barato e que me deu a satisfação de escutar do meu caçula: "hoje é o dia mais feliz da minha vida". Também vamos a uma quadra pertinho de casa: eles na bicicleta ou  com a bola e eu aproveitando para fazer uma caminhada em volta.

Crianças precisam de muito pouco para serem felizes. Guache, giz, lápis de cor e seu tempo podem transformar as férias sem shopping, cinema ou teatro em alegria garantida.

Aline Ricomini, empreendedora

Carne de segunda. Economia de primeira.

Cozinhar em casa economiza uma grana. Mesmo comparado aos restaurantes por quilo mais baratos, o valor de uma compra, dividido pelo número de refeições, é bem mais baixo. Mas cozinhar toma tempo, sim. Na cozinha, no supermercado, na feira, no açougue. E tem coisa que não é barato mesmo: carne de primeira. Experimente viver à base de filé mignon, ou mesmo coxão mole...

Economia de dinheiro e tempo, temperado com lembranças da infância, vieram quando comprei uma panela de pressão. A única ferramenta disponível ao homem e à mulher moderna que pode cozinhar a 120o C, o que torna aquele acém, coxão duro, costela, rabada, rabo ou pé de porco, galinha caipira e feijão não mais alimentos duros que levariam horas numa panela convencional para ficar prontos, mas delícias que rendem bastante e custam pelo menos metade das carnes ditas “de primeira”.

Gosta de bife grelhado? Experimente um bife a rolê de coxão duro. Na pressão, claro. Gosta de carne louca? Acém. Na pressão. Feijoada? Cozinhe o feijão com linguiça, bacon e alguma parte do porco que não pareça comestível à primeira vista: orelha, pé, rabo: não precisa comer essas partes depois, mas o sabor que vão deixar no feijão... Esses subprodutos do porco custam ninharias (R$ 3, R$ 5...), e é só deixar 24 horas de molho, trocando a água de hora em hora, para fazer do seu feijão (por si só, uma proteína que rende bastante) muito mais saboroso e nutritivo em 20 minutos na pressão (feijão de molho de um dia para o outro, não esqueça).

Minha avó, já vivendo tempos muito melhores do que na infância, adorava esses pratos, que a remetiam àqueles tempos difíceis mas felizes. Para mim, moleque chato para comer, ela fazia bife, de contra filé. Hoje eu poderia comer filé mignon. Mas faço carne de panela (paleta bovina) com batatas para lembrar dela. E ainda economizo.

Além de expert das panelas, André Julião é jornalista 

 

Charme, carinho e economia nas festas dos filhos

Adoro me envolver na produção das festas de aniversário dos meus dois filhos, Pedro e Murilo. Me divirto e ainda economizo ao cuidar de tudo. Primeiro pesquiso o tema da festinha. A partir daí, começo a pensar na decoração, de forma que eu possa fazer por conta própria. Procuro imagens para as bandeirolas e pins para os doces. Costumo trabalhar o desenho e imprimir em casa mesmo para gastar menos. Faço artesanalmente cada colagem para os docinhos e enfeites de mesa. Compro o mínimo para dar suporte e um up na decoração. Tudo de forma simples, mas focando no estilo e nos detalhes.

O caminho mais óbvio para inspiração é o Google, seguido pelos programas de TV e aqueles tutoriais de decoração e festas em casa.

No item comida, no que se refere aos doces, dou preferência aos tipos mais simples, mas com muita variedade. Não adianta ficar inventando demais, porque criança gosta do tradicional brigadeiro. Faço apenas alguns poucos doces diferentes, como os cupcakes, para a mesa ficar mais bonita.

Em relação aos salgados, ter uma mãe "salgadeira", ou seja, que trabalha com isso, ajuda muito. Também economizo preparando alguns pães e antepastos. Outra sugestão é oferecer sanduíche de metro para as festinhas mais despojadas. Dá para confeccionar até a etiqueta do pão/recheio. Também fazem sucesso as batatinhas em conserva e aperitivos como amendoins, barquinhos/casquinhas, tudo pode ser preparado por quem está cuidando da festinha. Costumo fazer uma mesa acessível para os salgados. Assim, posso dispensar o garçom ou uma ajudante para servir. É tudo uma questão de apresentar bem os alimentos.

Comemorações em casa são charmosas e bem mais baratas. Adoro esse lado mais artesanal. Mesmo contratando atividades de animação e brinquedos, com planejamento a economia pode ser superior a 50% em comparação com um buffet.

Para isso, toda a ajuda é válida, sendo fundamental se planejar com antecedência.

Meus filhos adoram esse estilo de festa e têm todo orgulho de chamar os amigos para a brincadeira lá em casa. Certa vez, fiz uma experiência da qual as crianças até hoje se lembram com gratidão: inventei uma oficina de culinária. Preparei os bolinhos simples (cupcakes), joguei uma toalha de mesa enorme no chão, coloquei vários confeitos e bisnagas com recheios e coloquei a criançada sentada sem calçado. Foi uma loucura. Todos fizeram o seu bolinho como queriam. Alguns comeram na hora e outros levaram como lembrancinha em um saquinho com fita deixado à disposição para isso. Prova de que nada é mais importante do que o carinho e a criatividade quando o assunto é o aniversário dos filhos, não é mesmo?

Patrícia Ribeiro é mãe do Pedro, de oito anos, e do Murilo, de quatro, além de ser jornalista

 

 

Guarda-roupa enxuto e colorido

Nunca fui muito ligada em moda, e menos ainda em modismos, mas sempre gostei de ter algumas peças de roupa mais, digamos assim, a minha cara. E ainda que a minha cara tenha mudado algumas vezes ao longo de 37 anos, me mantive assim: comprando poucas peças básicas e investindo em algumas mais irreverentes. Não que eu seja uma Frida Kahlo. Longe disso. No dia a dia eu gosto mesmo é de pijama (trabalho em casa), legging preta, moletom e vestidos que eu chamo de “ir para a feira”. Mas gosto de ter um vestido amarelão ou um casaco verde, florido, para os dias em que quero sair de casa colorida.

Cresci numa casa cheia de mulheres e, por isso, sempre roubei roupas da minha irmã mais velha e sapatos da minha mãe. Ainda que isso fizesse meu estilo ficar um tanto variado – e estranho – era uma mão na roda. Ter tanta roupa à minha disposição me fez ter preguiça de sair para comprar. Fora que sou baixinha, bunduda e, depois de ganhar dez quilos, peituda. Odeio passar horas experimentando roupas em lojas e o processo de fazer barra de calça, por exemplo, às vezes dura meses (deixo a calça dobrada prometendo a mim mesma que vou levar à costureira). Talvez por isso eu tenha somente quatro calças – nenhuma jeans.

Por tudo isso, naturalmente nunca fui de gastar muita grana em roupa. De uns anos para cá, somado a tudo isso, comecei a me preocupar mais com a origem das roupas e passei a fugir dos fast-fashion. Ainda é muito difícil saber com precisão a origem da matéria-prima da peça, mas ao comprar em lojas de rua, nas quais você descobre que é a própria dona quem faz as roupas, você fica mais próxima do processo de produção e tem mais chances de estar comprando um produto correto, sem trabalho escravo por trás. São peças mais caras, sem dúvida. E também mais originais, bonitas e duradouras. Vale o preço.

No ano passado, deixei meu preconceito de lado com coisas usadas e passei a frequentar bazares de amigas e brechós. Comecei a trocar vestidos de festa e sapatos (ah, só tenho dez pares, incluindo o tênis da academia) por roupas que sei que vou usar no dia a dia. Tudo isso me ajudou a economizar e me deixou mais à vontade (leia: sem culpa) para comprar essas peças um pouco mais caras. Resultado: meu armário está cada vez mais enxuto – e super colorido.

Débora Rubin é jornalista e escritora, autora dos livros 'A Hora do Vovô Manduca', 'O Florista da Web' e 'Eu só queria ser uma mulher normal', entre outros títulos

 

Ricos fazem mais dívidas

Não é porque a pessoa é rica que ela tem dinheiro. Às vezes, dizemos que tal pessoa é rica porque mora em uma casa grande e em um bairro bom, mas pode acontecer de, num dia ou outro, ela não ter nem um real.

Parece que rico faz mais dívida que pobre. As contas são muito altas: é carro, condomínio, empregada, viagem, colégio e etc. 

A diferença entre o rico e pobre é que o pobre aprende desde cedo a gastar conforme ganha. 

Eu, por exemplo, separo meu dinheiro das contas da casa para viajar e guardo um pouco para as emergências. Não gosto de fazer prestação. Prefiro juntar dinheiro para comprar à vista. Tento explicar isso para minha filha, que vai fazer 20 anos. Ela quer fazer faculdade de psicologia, mas, por enquanto, está trabalhando de diarista. Digo que ela tem que fazer a poupança dela para começar a pagar a faculdade, porque eu não tenho como ajudar. 

Agora mesmo está todo mundo sem dinheiro. E eu acho que o rico tem mais dificuldade de passar por essa crise porque não aprendeu a viver no aperto. 
 
Gracinha Cavalcante é empregada doméstica e diarista. Natural de Iatí, Pernambuco, começou a trabalhar aos cinco anos na lavoura de feijão para ajudar os pais. Só deixou o trabalho na roça aos 20, quando se mudou para São Paulo. Na maior cidade brasileira, começou a trabalhar como ajudante em uma estamparia no Brás e, finalmente, soube o que era ter um salário. Aos 25 anos, se tornou doméstica. Hoje, trabalha registrada em uma casa de família e como diarista em outras cinco residências.
Faça uma simulação para juntar seu primeiro milhão ou quanto suas economias irão render.
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