Esse espaço é seu. Mande para nós as suas histórias, lições, aprendizados, causos relacionados ao uso do dinheiro. Serão publicadas, com todo o carinho, aqui.

DUAS MOEDAS DE PROSA

Um sonho impulsionado pelo mercado de ações

Sempre tive muitos sonhos na vida. Não nasci em um berço de ouro, aprendi desde pequeno que eu mesmo deveria criar as minhas oportunidades. E que a falta de recursos não é desculpa para conseguir alcançar os objetivos.

Quando pequeno, sonhava em ser formado em uma boa faculdade e ser um profissional de sucesso, queria viajar pelo mundo, conhecer pessoas, lugares e coisas novas... Os meus sonhos sempre me motivam a querer mais... mais do lugar em que eu moro, mais dos meus estudos, mais de mim mesmo.

O Canadá sempre esteve nos meus sonhos: desde pequeno, não sabia nem mesmo onde ficava o país, mas tinha claro que era lá que eu queria estar. Quando estava quase terminando minha faculdade de Administração, sentia fortemente dentro de mim era para lá que eu deveria ir. Um sentimento forte, como nunca tinha sentido antes.

Eu não tinha recursos suficientes na época para custear a viagem e comecei a trabalhar duro para consegui juntar algum dinheiro. Abri mãos de muitos dos meus finais de semana, dos momentos de diversão. Porém, tudo isso ainda não era suficiente.

Foi quando, em uma aula de economia, o professor me apresentou o mercado de ações e como ele funciona. Fiquei maravilhado, era um mundo totalmente novo pra mim. Não tive dúvidas de que era ali que eu iria encontrar o degrau que faltava para a realização dos meus sonhos. Comecei a pesquisar muito sobre o assunto em livros,internet e também junto com o professor em questão.

Após algum tempo de pesquisa, descobri que o mercado de ações não é um bicho de 7 cabeças. Peguei meu dinheiro, fui confiante e investi tudo em ações. Entre erros e acertos, aprendi sozinho a dominar algumas técnicas, consegui dobrar a quantia de dinheiro que tinha investido em pouco tempo. Não somente conheci o Canadá, onde passei alguns anos da minha vida, como também alguns países da Europa e da América do sul. Agora sou um cidadão do mundo.

Essas experiências fizeram com que eu não somente investisse mais no mercado de ações, mas também levasse essa habilidade para o meu estilo de vida e para o meu trabalho. Ainda tenho muitos sonhos pela frente, muitas coisas a conquistar.

Aprendi que o planejamento financeiro é a principal ferramenta para o controle das suas finanças.

Claro que, ao longo da vida, alguns sonhos vão ficando pelo caminho. Muitas vezes, precisamos abrir mão de coisas boas para conseguir outras melhores... Percebi que muita das coisas que conquistei na vida eu não teria conseguido se não tivesse sonhado alto. Eu acredito nos meus sonhos. E vocês?

Tobias Alves Ramos é stock trader na BM&F BOVESPA e coordenador na rede de cafeterias Starbucks

Como não perder dinheiro com a reforma?

A casa dos sonhos é sempre diferente, mas os erros são sempre os mesmos. O principal deles é fazer sem planejar.

As pessoas, em geral, começam a reforma a partir de um desejo: a cozinha americana da novela, o piso da vizinha, um quarto pro filho e tantos outros. E tem também as reformas que são feitas porque aconteceu um problema: estourou um cano, o piso soltou, a pintura descascou. E já saem fazendo. No Brasil, a maioria das pessoas faz a gestão da sua própria obra sem uma assessoria técnica de um arquiteto ou engenheiro, que ajude a tomar decisões.

Aí, decidem reformas sem nem saber se são seguras ou comprometem a estrutura, escolhem material errado, não sabem contratar a mão de obra, muito menos checar se o que está sendo feito está correto.

Perdem dinheiro na certa!

Numa obra, são muitos os pepinos que podem acontecer: faltar material, perder material que não servia pra obra ou que perdeu a validade, mão de obra trabalhando erado, etc. E quase todos poderiam ter sido evitados se a gente soubesse o básico pra decidir e controlar uma reforma, a
construção de uma casa ou a ampliação de um cômodo.

Embora existam muitas informações disponíveis por aí sobre reforma e construção, notamos que as pessoas continuam perdidas e sem saber o que é adequado ou bom.

Cuidados a serem tomados:

  • Planeje e se informe antes de tomar qualquer decisão. Se você se precipitar, pode ter

problemas sérios e perder todo o dinheiro. Já imaginou quebrar uma parede pra fazer a cozinha

americana e a laje cair?

  • Tenha certeza do material adequado pra sua obra: sabe aquele porcelanato lindo e brilhante

que você viu na vizinha? Se ele não for fixado com a argamassa adequada e do jeito certo, as

placas de piso soltam e você vai gastar o dobro para refazer.

  • Escolha bem o profissional que vai fazer a obra: além de ser competente, ele precisa cumprir

prazos e ter boas referências. Se você contratar errado, ele pode fazer você perder material por

não executar o trabalho direito. Fora, que ele pode te dar o cano e sumir no meio da obra.

Cheque referências sempre.

  • Tenha certeza de que você terá todo o dinheiro para realizar a obra. Se não tiver, prefira juntar

o dinheiro e só depois compre o material – se passar muito tempo, pode vencer a validade ou

estragar.

No final das contas, uma boa reforma depende da qualidade que conseguimos e da nossa capacidade de usar bem o dinheiro.

Fabiana Dias, jornalista, e Kátia Sartorelli, arquiteta, são co-fundadoras de 100pepinos.com.br, um site sobre como evitar pepinos e assumir o controle de reformas e construções. Dmitry Bayakhchev e André Bartholomeu Fernandes também são sócios-fundadores da plataforma

'Se o cérebro só pensa em centavos, nunca vão cair cifras altas na conta'

Tenho uma relação muito saudável com o dinheiro, sempre tive.

No início do meu casamento, quando não tínhamos muito, separávamos, em envelopes, a quantia necessária para pagar cada conta. Com organização, nunca ficamos com nenhuma promissória em aberto, sempre pagamos tudo em dia. Havia ainda a compensação: se num mês a gente precisava gastar mais, no seguinte mantínhamos as despesas na rédea curta, para compensar.

Além disso tudo, tento manter uma atitude positiva diante da vida, o que também vale para as finanças: eu acredito que posso alcançar os meus objetivos, vou lá e faço.

Em 1992, surgiu a oportunidade de comprar o terreno ao lado da nossa casa, em Maceió, Alagoas. Era isso ou outro interessado ficaria com a área para construir um prédio. Tínhamos apenas 60% do valor necessário para a compra, mas, não podíamos deixar que um edifício fosse erguido ao lado da nossa residência. Assim, enxugamos ainda mais os gastos, pegamos num empréstimo no banco, mais algum com parentes e fomos em frente. Fizemos muito esforço, mas conseguimos. Lembro que, na época, um dos meus três filhos, ao ouvir que a gente ia sair para comer fora num domingo, perguntou, espantado, quem estava fazendo aniversário naquele dia, de tão desacostumado que estava com esses gastos extras.

Ao longo da vida, aprendi que é preciso ter metas para conquistar o que se quer. É preciso acreditar e ir em frente, não se fazer de vítima nem duvidar do próprio potencial. Se o cérebro só pensa em centavos, nunca vão cair cifras altas na conta do banco.

Maria Marlúcia Pereira Barros é médica. E mãe da poupadora e jornalista Isabela Barros, uma das autoras deste site. 

Dá para economizar no material escolar

Minha filha tem 15 anos. Imaginem o quanto já gastei, ou melhor, investi em material escolar. E não tem jeito mesmo: é muita grana! E como economizar? Vou contar um pouco da minha experiência.

Em primeiro lugar, é preciso fazer um balanço geral do material quando o ano termina.

Vemos o que podemos aproveitar – lápis de cor, apontador, canetas, e até mesmo cadernos. Bia está no segundo ano do Ensino Médio e vai usar cadernos do Fundamental II, aproveitados também no ano passado. A caixa de lápis de cor também é bem antiga, assim como outros materiais. Doamos o que ela não vai usar mais.

O próximo passo é escolher uma boa papelaria. Boa no preço e no atendimento. Eu tenho uma que frequento há dez anos. É a Lumar, fica na Vila Guarani, perto do Jabaquara (São Paulo). A equipe é nota 10.

A melhor época é em dezembro. É mais vazio e você consegue ótimos descontos para pagamento à vista. Você liga, encomenda o material, marca o dia que vai buscar e recebe um atendimento VIP. Eles montam uma caixa com tudo que está na lista: livros, cadernos, lápis, etc. Fica por sua conta trocar, por exemplo, por cadernos com capas mais incrementadas ou marcas que você goste mais. Já compramos cadernos de capas simples que foram customizados pela própria Bia.

Eu sempre levo a minha filha para as compras. Alguns pais não gostam. Acham que vão gastar mais com a criança estando por perto, pois ela quer tudo – e vai querer sempre! Mas cabe a você ensinar que não é assim. Da lista, a escolha do caderno passou a ser da própria Bia quando ela entrou para o Fundamental II. Até então, os cadernos eram iguais para todos os alunos. Uma boa ideia é customizar as capas. Fizemos isso algumas vezes. O restante é em conjunto, levando em consideração a qualidade, o preço e a beleza. O mesmo é feito com malas/mochilas/fichário, que foram usados por dois ou três anos, dependendo do estado de conservação.

Boas compras!

Adriana Cavalcanti

Agora empreendedora

Há um ditado que diz que a necessidade faz o homem. No meu caso, fez uma empreendedora. Mesmo sendo professora de inglês de formação e atuação, sempre senti que eu poderia ter mais alguma fonte de renda, porém, gostaria que fosse numa área completamente diferente. Além disso, a ideia de ter o próprio negócio sempre esteve em meus pensamentos.

Um dia, despretensiosamente, dei um presente para minha professora de ballet: um colar cujo pingente era uma sapatilha. As outras alunas gostaram muito da peça e se animaram em ter algo parecido. Foi então que eu vislumbrei a chance de ter uma nova fonte de renda. Comecei com pouca peças e voltadas para a dança. Com a venda, pude investir em outros materiais e temas até que, com o tempo, consegui manter uma clientela, em boa parte formada por colegas de trabalho e alunas. Só que até quando eu ficaria restrita a essas clientes? Diante da questão, meu marido e eu decidimos como estratégia fazer um anúncio em redes sociais e sites de compra e venda, já que só o boca a boca não poderia garantir um longo alcance.

Além da venda no varejo, determinei a venda no atacado para aquelas pessoas que também sentem necessidade de ter outros meios para lucrar. Quem quiser partir para esse ramo pode comprar um dos kits que estão disponíveis no site. Para que essas pessoas possam alcançar vários públicos montei três opções diferentes: um moderninho, com peças mais irreverentes e originais, um clássico, para clientes mais tradicionais, e um outro com os dois estilos. Após algumas vendas, as representantes podem repor seu kit com novas peças fazendo um pedido por e-mail ou por telefone, podendo até diversificar os estilos. Além disso, forneço dicas de vendas e valores das peças.

Acredito que este é um ramo que está sempre em alta e pode possibilitar ótimos resultados financeiros. Por enquanto, a renda obtida tem sido revertida para a diversificação de produtos. Um exemplo disso são os novos investimentos que logo estarão no site: a compra de relógios femininos e capinhas para celular, que funcionarão como novos atrativos do negócio dessa nova empreendedora aqui.

Daniella Karagulian é professora de inglês e dona do site DK Bijoux: http://www.dkbijoux.com.br/

Faça uma simulação para juntar seu primeiro milhão ou quanto suas economias irão render.
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