Esse espaço é seu. Mande para nós as suas histórias, lições, aprendizados, causos relacionados ao uso do dinheiro. Serão publicadas, com todo o carinho, aqui.

DUAS MOEDAS DE PROSA

Ganho pouco, mas poupo

Eu trabalho como professora e ganho pouco, mas consigo economizar pelo menos a metade do que eu ganho. Levo uma vida simples, mas tenho o que preciso.  Vivo tranquila com o que tenho. Eu penso que, economizando agora, no futuro vou viver bem melhor e ter uma velhice sem problemas financeiros.

A minha dica para quem não ganha muito e quer economizar é: não ande com cartão de crédito, se controle, se policie quando for comprar e pergunte se precisa ou não daquilo.

Vamos pensar no futuro pois agora temos coragem e garra para trabalhar.

Maria, professora

Datas comerciais e compras por impulso

Estou no caixa do supermercado com um ovo de Páscoa em cada mão, presentes para as garotas que trabalham comigo no jornal. Penso que estas datas comerciais meio que nos colocam contra a parede ao mesmo tempo em que estou feliz, pois sei que as minhas colegas merecem o mimo e ficarão contentes, já que adoram chocolate. Cada um deles sai por cerca de R$ 40.

Paro na fila do caixa e vejo, à minha frente, uma moça um pouco mais jovem do que eu. No carrinho dela, conto, por alto, uns 15 ou 20 ovos de Páscoa, alguns mais simples, outros mais sofisticados. Ela traz no rosto um ar tranquilo.

Chega a vez dela. A caixa faz aquelas perguntas-padrão e começa a passar as mercadorias. Bip, bip, bip e bip. A cliente parece alheia, longe. Pega as coisas no carrinho e coloca na esteira. Bip e, por fim, bip. Acabou. A caixa lê os números na tela a sua frente: quatrocentos e oitenta e seis reais e sessenta e nove centavos.

A cliente encara a funcionária do supermercado como se tivesse sido acordada com um balde de água gelada na cabeça. Ela olha para a notinha que a caixa lhe entrega, passa o olho em cada um dos itens antes de repousar sua incredulidade diante dos tais R$ 486,69 que fecham o papelzinho. Com uma voz meio tremida, incerta, diz: "Moça, este produto parece estar R$ 14 na gôndola, mas aqui passou por R$ 17", diz ela, finalmente, para a funcionária.

Um outro funcionário é chamado, incumbido de ir até o local, conferir os preços e voltar. Todos esperamos. Passados alguns segundos, ele volta e explica que o preço R$ 14 é para quem tem o cartão da loja, quem não tem paga R$ 17. A cliente dos R$ 486,69, resignada, acena com a cabeça, aparentando estar constrangida. Ela pergunta à caixa se é possível parcelar a compra. A resposta que recebe é de que não é possível. A cliente, por fim, troca o cartão que tinha na mão e, ao entregar o novo, afirma: "no crédito, por favor".

Passo as minhas compras e vou embora do supermercado pensando sobre datas comerciais e compras por impulso.

Fabio Saraiva é jornalista

Os mandamentos da pechincha

Andar na moda todo mundo quer, difícil é conseguir esse feito sem ir à falência. Para comprar sem gastar muito, bazares, liquidações e outlets são ótimas opções, mas, antes de sair enchendo a sacola, é importante ficar atenta a alguns detalhes para o barato não sair caro. Algumas dicas: 

 

1) Paciência: Tenha em mente que aquela saia linda da vitrine de hoje pode vir a custar metade do preço muito em breve. As liquidações costumam acontecer entre as trocas de estação e, os bazares, de uma a duas vezes ao ano, quase sempre com peças de coleções passadas.

 

2) Conforto: Não se sabe quantas calorias são perdidas revirando araras e prateleiras, mas fato é que encarar essa maratona fica bem mais agradável com um figurino confortável.

 

3) Escolhas : Invista em peças atemporais e/ou que combinem com as que você já tem. Caso contrário, suas novas aquisições correrão grande risco de acabarem esquecidas no guarda-roupa ou ainda levarem à compra de outros itens que não estavam nos planos.

 

4) Defeitos: Principalmente em bazares, algumas peças apresentam defeitos. Muitos deles são indicados pela própria marca, outros, não. Por isso, examine bem a peça escolhida e, esse houver defeito, calcule se a compra continua valendo a pena mesmo somando o valor do conserto.

 

5) Matemática: Está cheio de liquidação por aí com cartaz grande e desconto pequeno. Não se deixe enganar pela propaganda e coloque tudo na ponta do lápis.

 

6) Peneira: No calor do momento, você pega tanta coisa que acaba perdendo a noção do todo. Antes de chegar ao caixa, revise suas escolhas e veja se tudo o que está na sacola é indispensável.

 

7) Condições de Pagamento: Antes de ir a um bazar, verifique as formas de pagamento possíveis, pois boa parte deles aceita apenas dinheiro ou só divide no cartão se o valor de cada parcela atingir uma quantia predeterminada.

 

8) Provas e Trocas: Peças com desconto raramente podem ser trocadas, por isso não é muito recomendável comprá-las para presente. No caso dos bazares, experimentar também é um problema. Quando for assim, só compre algo quando tiver certeza do tamanho.

 

Carol Böck e Bruna B. são profissionais de comunicação com PHD em pechincha. Amigas, elas escrevem no www.muitomaiscommenos.com.br, um blog com a missão de provar que, com inspiração, paciência e disposição é possível ficar bonita e bem-vestida gastando pouco. 

As leis de um poupador

O leitor Tadeu é um poupador e enviou para os leitores do site As Poupadoras dicas do como usar bem o dinheiro. Ele faz!

1 – Comprar à vista sempre que possível
2 – Fazer pesquisa de preços antes de definir a compra
3 – Viajar em baixa temporada
4 – Comprar roupas em época de liquidações
5 – Fazer jantares com amigos em casa. É mais econômico, não se paga taxa de serviço, não tem flanelinha cobrando para o carro ser estacionado na rua
6 – Deixar o carro em casa e ir trabalhar de bicicleta ou a pé

Tadeu Vilani, fotógrafo

O amanhã sempre chega

Microconto sobre megacontas:

Decidiu viver como se não houvesse amanhã. Trinta dias se passaram e a fatura do cartão de crédito o lembrou que o amanhã sempre chega.

Felipe Agne é analista de redes sociais

Faça uma simulação para juntar seu primeiro milhão ou quanto suas economias irão render.
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