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Guarda-roupa enxuto e colorido

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Nunca fui muito ligada em moda, e menos ainda em modismos, mas sempre gostei de ter algumas peças de roupa mais, digamos assim, a minha cara. E ainda que a minha cara tenha mudado algumas vezes ao longo de 37 anos, me mantive assim: comprando poucas peças básicas e investindo em algumas mais irreverentes. Não que eu seja uma Frida Kahlo. Longe disso. No dia a dia eu gosto mesmo é de pijama (trabalho em casa), legging preta, moletom e vestidos que eu chamo de “ir para a feira”. Mas gosto de ter um vestido amarelão ou um casaco verde, florido, para os dias em que quero sair de casa colorida.

Cresci numa casa cheia de mulheres e, por isso, sempre roubei roupas da minha irmã mais velha e sapatos da minha mãe. Ainda que isso fizesse meu estilo ficar um tanto variado – e estranho – era uma mão na roda. Ter tanta roupa à minha disposição me fez ter preguiça de sair para comprar. Fora que sou baixinha, bunduda e, depois de ganhar dez quilos, peituda. Odeio passar horas experimentando roupas em lojas e o processo de fazer barra de calça, por exemplo, às vezes dura meses (deixo a calça dobrada prometendo a mim mesma que vou levar à costureira). Talvez por isso eu tenha somente quatro calças – nenhuma jeans.

Por tudo isso, naturalmente nunca fui de gastar muita grana em roupa. De uns anos para cá, somado a tudo isso, comecei a me preocupar mais com a origem das roupas e passei a fugir dos fast-fashion. Ainda é muito difícil saber com precisão a origem da matéria-prima da peça, mas ao comprar em lojas de rua, nas quais você descobre que é a própria dona quem faz as roupas, você fica mais próxima do processo de produção e tem mais chances de estar comprando um produto correto, sem trabalho escravo por trás. São peças mais caras, sem dúvida. E também mais originais, bonitas e duradouras. Vale o preço.

No ano passado, deixei meu preconceito de lado com coisas usadas e passei a frequentar bazares de amigas e brechós. Comecei a trocar vestidos de festa e sapatos (ah, só tenho dez pares, incluindo o tênis da academia) por roupas que sei que vou usar no dia a dia. Tudo isso me ajudou a economizar e me deixou mais à vontade (leia: sem culpa) para comprar essas peças um pouco mais caras. Resultado: meu armário está cada vez mais enxuto – e super colorido.

Débora Rubin é jornalista e escritora, autora dos livros 'A Hora do Vovô Manduca', 'O Florista da Web' e 'Eu só queria ser uma mulher normal', entre outros títulos

 

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