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Brasileiros deixam de comprar por falta de dinheiro

Os brasileiros estão pouco estimulados a comprar. E isso por dois motivos: a falta de dinheiro e os preço altos. A conclusão é da pesquisa Pulso Brasil, elaborada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Histórias de pequenos e dinheiro

 

Época de crianças. Que tal olhar para o passado e lembrar o que esse tal de dinheiro era na sua vida quando pequenino? O site As Poupadoras recolheu algumas historinhas e lembranças de leitores e amigos sobre o dinheiro na infância. Muita coisa bonita! Leia abaixo.

Inflação recuou para quem ganha menos

Os preços ficaram mais baratos para as famílias que ganham até R$ 1.970, segundo pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Receita abre consultas ao 5º lote do IR 2015

Será que chegou a sua vez de receber a restituição do imposto de renda? A Receita Federal informou que serão abertas nesta quarta-feira (07/09 ) as consultas ao quinto lote de restituições do IR 2015. Os valores serão pagos no dia 15 de outubro.

Transporte aéreo cresce 8,6% em julho

O uso do transporte aéreo de passageiros cresceu 8,6% no Brasil em julho em relação ao mesmo mês do ano passado. A informação é da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Financiar uma casa ficou mais caro

Com as novas taxas de juros aplicadas pela Caixa Econômica Federal desde esta quinta-feira (1), ficou mais caro financiar um imóvel na instituição financeira.

Menos emprego, mais empreendedores

Cresceram 5% as aberturas de novos empreendimentos no Brasil no primeiro semestre, segundo indicador da Serasa Experian. Desemprego é um dos fatores.

Desemprego chega a 8,6%

Cresceu a taxa de desemprego no Brasil. O índice ficou em 8,6% nos três meses anteriores a julho, segundo dados divulgados nesta terça-feira (29/09) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa é a maior taxa da série histórica do indicador, que começou em 2012.

Varejo com estoques encalhados

O varejo está com estoque maior do que gostaria nesta época do ano. Conforme a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), quase 4 em cada dez empresários estão com mercadorias encalhadas.

Fundos cambiais renderam 6,2% em um mês

Os fundos cambiais tiveram o maior rendimento entre fundos em agosto. Quem investiu neles viu o dinheiro crescer 6,2% de um mês para o outro.

Etanol é vantajoso em cinco estados

Abastecer com etanol é vantajoso economicamente frente à gasolina nos estados brasileiros de Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná e São Paulo.

Campanha troca materiais recicláveis por desconto na conta de luz

A ideia é trocar materiais recicláveis por bônus na conta de luz. Por meio de uma parceria entre a concessionária AES Eletropaulo e a empresa de desenvolvimento sustentável Triciclo, será possível depositar latas de alumínio e garrafas pet para ganhar pontos.

Caixa lidera ranking de reclamações do Banco Central

A Caixa Econômica Federal ficou em primeiro lugar no ranking de reclamações do Banco Central em julho de 2015.

Anuidade do cartão de crédito subiu 188%

Pesquisa do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) mostra que a anuidade do cartão de crédito subiu até 188% entre agosto do ano passado e o último mês.

Venda de imóveis novos cresceu

Segundo Secovi-SP, houve aumento de 141,4% na comercialização de imóveis novos em junho na capital paulista sobre o mesmo mês do ano passado. Em junho de 2014 houve Copa do Mundo no Brasil e as vendas despencaram.

Redes sociais podem estimular o endividamento

O uso frequente das redes sociais, vejam vocês, pode estimular o endividamento. A conclusão é de estudo da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos.

Precisa caber no bolso


Poupadora desde sempre, a psicóloga Alynne Acioli pegou um empréstimo na cooperativa financeira da qual faz parte em 2005. O objetivo era o financiamento de um carro. As vantagens diante de tirar dinheiro do banco e pagar à vista eram duas: taxas de juros camaradas e participação maior nos lucros da cooperativa por conta do financiamento, o que seria revertido em seu favor depois.

 

"Os juros pagos pela aplicação que eu tinha na época e aqueles recebidos como retorno de capital nessa cooperativa tornavam vantajosa a tomada do empréstimo", explica Alynne (foto acima). "Achei mais interessante do que pagar à vista". Para ela, a questão fundamental antes de optar por um empréstimo é avaliar se os ganhos com os rendimentos do dinheiro que se tem no banco são maiores que as taxas cobradas no financiamento. 

A escolha de pegar um empréstimo feito pela psicóloga é a mesma tomada por muitos brasileiros todos os dias. Mas no universo do financiamento, nem todos os finais são felizes como o de Alynne e nem todas as operações resultam em dívida quitada.  Como saber quando o crédito é bom e não vai trazer problemas para o consumidor?

Para os especialistas no assunto, uma taxa de juros baixa não é motivo para fazer um financiamento e muito menos para dar a ele o título de sustentável ou responsável. "O ideal é que as pessoas façam empréstimos apenas para atender uma renda futura, comprar um bem que represente um investimento, que vira dinheiro novamente, que possa se valorizar", afirma a educadora financeira Cassia D’Aquino.

Mas Cassia admite que isso está longe da realidade brasileira e ela própria faz recomendação mais flexível, como a de não pegar um crédito além da capacidade de endividamento, que para a consultora seriam 20% dos ganhos. Se a conta incluir financiamento imobiliário, 30%. Os bancos costumam trabalhar com a taxa de 30% para dar crédito. Eles concedem valores cujas parcelas mensais representem 30% da renda.

Para o economista da Boa Vista SCPC, Flavio Calife, planejamento financeiro é premissa para a contratação de um crédito de maneira responsável. Ele recomenda que o consumidor entenda o impacto que aquela dívida terá no seu orçamento, saiba as taxas que está pagando e como elas variam segundo o prazo, e para cumprir o primeiro quesito é preciso ter orçamento. "Não há crédito sustentável sem fazer orçamento, você só vai saber se a parcela está dentro da sua capacidade se você elaborar um orçamento".

Calife não gosta da regra de que 30% da renda deve estar destinada ao pagamento do crédito. "Tem gente que tem 90% da renda comprometida", afirma. Ele diz que esses 30% foram calculados com base em uma pesquisa de orçamento familiar. "Mas para algumas pessoas pode sobrar mais, para outras menos", diz o economista. E pelo sistema atual, os bancos só ficam sabendo que o consumidor tem dívida em outra instituição financeira, se ele estiver inadimplente, lembra ele. 

No meio termo, o diretor da ABD Consultoria Adriano Fonseca defende que o comprometimento com empréstimos não vá além de 25% do orçamento mensal. "Buscar crédito no mercado financeiro requer muita cautela", explica. "É preciso analisar qual a real necessidade disso e se a aquisição desse bem é inadiável. Depois, buscar a menor taxa possível e não esquecer do limite de 25% do orçamento", diz.  Para ele, um crédito nada mais é do que a antecipação de um sonho. "Como a compra de veículos, imóveis, viagens e assim por diante".

Nessa linha, a chance de aumentar a riqueza com a tomada de empréstimos é maior entre as pessoas jurídicas de qualquer atividade. "Um exemplo recorrente que temos no mercado é a pessoa jurídica que toma um crédito junto ao BNDES e compra máquinas e equipamentos para industrialização, por exemplo", afirma Fonseca. "Não vale a mesma regra para as pessoas físicas, que pagam juros muito mais altos". 

          Unanimidade de opinião entre os especialistas é que mesmo pagando um financiamento, é preciso fazer uma reserva econômica, uma poupança. Essa reserva deve ajudar a pagar as parcelas do empréstimo em caso de fatalidade, como uma demissão. Calife recomenda que esse valor seja seis vezes o salário da pessoa. "Todo mundo precisa de um fundo de emergências para quitar uma dívida, para dar conta de uma perspectiva de perda de emprego ou adoecimento", também afirma Cassia D’Aquino.

             Em matéria de crédito, não há vilão maior para o bolso do que o chamado rotativo do cartão de crédito. As taxas de juros, nesse caso, podem passar facilmente de 250% ao ano, as maiores do mercado. "Não é viável para ninguém tomar empréstimos dessa forma", alerta a supervisora de Cursos e Pesquisas da Fundação Procon-SP, Rosana Piccoli.

Para ela, há outras questões ainda a serem observadas antes de recorrer ao banco para pedir ajuda para comprar algum bem. "O momento é delicado: atravessamos uma crise econômica que tem reflexos na inflação, que tende a subir, e no emprego, atualmente em queda no Brasil", diz. "É preciso ter cautela na hora de fazer novas aquisições".

Para ajudar os consumidores em sua pesquisa pelos melhores juros, Rosana recomenda a todos dar uma olhada na pesquisa mensal de juros elaborada pela Fundação Procon-SP todos os meses. O levantamento considera taxas como as cobradas em empréstimos pessoais e cheque especial pelos maiores bancos em operação no país. Para conferir a última pesquisa realizada, com os percentuais encontrados no início do mês de agosto, só clicar aqui.

Lição feita?

O crédito é quase um brinquedo novo para os brasileiros, já que num passado não muito distante, há cerca de 15  anos, ele era coisa mais rara no país e de fácil acesso apenas para as empresas e as pessoas de renda mais elevada. Tanto que depois de uma expansão elevada da oferta de financiamento para a população mais pobre, a partir do começo dos anos 2000, os bancos levaram um susto com os calotes.  

Os índices de inadimplência subiram muito entre os anos de 2011 e 2012. "Em função do uso excessivo do crédito", afirma o economista Calife, citando que na sequência as instituições financeiras passaram a ser mais criteriosas para a concessão de financiamento e os consumidores também passaram a ter mais cautela para contratar. Mutirões de renegociação de dívidas, como o Acertando as Contas (foto acima), da Boa Vista SCPC, que administra o SCPC, ajudaram esses consumidores a regularizarem sua situação. 

"Quem nunca comeu melado, quando come se lambuza", diz Cassia D’Aquino sobre a inexperiência do consumidor com o uso do crédito. Ela afirma que havia entre administradoras e bancos a crença de que a população pobre gosta de pagar dívida. "Eles levaram um susto quando viram os índices de inadimplência subindo", diz.

Mas os especialistas acreditam que o brasileiro está aprendendo a lidar com o crédito. Atualmente, mesmo diante da piora da economia brasileira, os calotes não aumentaram. A taxa de inadimplência, que era de 7,2% em junho de 2012, em junho deste ano esteve na casa dos 5,4%. "Não sei se é resultado dessa situação econômica pior ou de mais cautela, vamos ver nos meses seguintes", afirma Calife.

Apesar de todas as recomendações de não ir com toda sede ao pote do crédito, Cassia D’Aquino lembra que ele é uma grande invenção e que possibilitou que muita gente tivesse acesso a bens de consumo ou tivesse como atender emergências. "A população é muito pobre no país, se não dividir, parcelar, não consegue comprar uma geladeira, quem dirá um imóvel", afirma Cássia.

Mas o processo precisa ser bem feito, levando em conta se será possível realizar os pagamentos mesmo no longo prazo. "Não é porque não vai conseguir comprar de outra maneira que tem que fazer de qualquer jeito", diz a educadora.

 

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ROTA DO CRÉDITO SUSTENTÁVEL

Confira dicas, feitas a partir das entrevistas da reportagem, para contratar financiamentos de forma responsável

* Avalie se precisa mesmo daquele bem que vai financiar ou se pode esperar para compra à vista. Leve em conta se o bem pode virar dinheiro ou se valorizar

* Elabore um orçamento para saber quando você gasta e verificar quanto poderá destinar  para pagar o financiamento

* O valor da prestação deve caber no seu orçamento e ser de, no máximo, 30% da renda

* Procure a melhor taxa de juros e calcule quanto pagará de juros nos diferentes prazos

* Faça um fundo de emergências para seguir pagando a dívida em caso de imprevistos

 

Isabela Barros e Isaura Daniel

Moedas por bombons

Para garantir o troco, uma rede de supermercados do Centro-Oeste do Brasil resolveu dar uma caixa de bombons aos clientes que trocarem 60 reais em moedas por cédulas.

Juro médio para pessoa física é o mais alto desde 2009

É o maior índice desde agosto de 2009. A taxa média de juros das operações de crédito para pessoa física passou de 6,94% ao mês (123,71% ao ano) em junho para 7,06% ao mês (126,74% ao ano) em julho. A informação é da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).

Veículos e eletrodomésticos lideram queda nas vendas

As vendas no varejo estão em queda. E os segmentos que lideram essa diminuição em 2015 são o de veículos e de móveis e eletrodomésticos. A informação é da Confederação Nacional do Comércio de Bens e Serviços (CNC).

Um conselho de pai

Para o Dia dos Pais, o site As Poupadoras pediu que eles, os paizões, dessem conselhos financeiros aos seus filhos e filhas. Aqui estão publicados alguns recadinhos, todos cheios de muito amor. Quem ganha esse presente são os filhos!

Faça uma simulação para juntar seu primeiro milhão ou quanto suas economias irão render.
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